IP é um conceito essencial no processo de cadastro de uma câmera em nuvem.

⚠ Caso seu equipamento seja compatível com a conexão P2P da Monuv, você poderá conectar essa câmera IP ou DVR.

Envie uma mensagem no chat da plataforma ou um email para suporte@monuv.com.br para verificar se o seu equipamento é compatível e o custo da conexão via P2P.

O IP (ou Internet Protocol) é uma identificação única para cada computador conectado a uma rede. 

Quando você quer enviar uma entrega para alguém, você precisa saber o endereço dessa pessoa, certo? Então graças ao endereço, é possível encontrar exatamente a pessoa que deve receber a entrega.

Também é graças ao seu endereço — único para cada residência ou estabelecimento — que você recebe contas de energia, boletos, aquele produto que você comprou em uma loja on-line, enfim.

Na internet, o princípio é parecido. Para que um dispositivo seja encontrado ele precisa ter um endereço único na rede (ip externo). A mesma coisa vale para redes locais, como a rede Wi-Fi da sua casa: o seu roteador atribui um IP interno a cada dispositivo conectado a ele.

Composição do endereço IP

O endereço IP é uma sequência de números composta por 32 bits (no padrão IPv4). Esse valor consiste em um conjunto de quatro sequências de 8 bits. Cada uma é separada por um ponto e recebe o nome de octeto ou simplesmente byte, pois um byte é formado por 8 bits.

O número 172.31.110.10 é um exemplo. Repare que cada octeto é formado por números que podem ir de 0 a 255, não mais do que isso.

A divisão de um IP em quatro partes facilita a organização da rede, da mesma forma que a divisão do seu endereço em cidade, bairro, CEP, número, torna possível a organização das casas da região onde você mora.

Os dois primeiros octetos de um endereço IP identificam a rede e os dois últimos são utilizados na identificação dos dispositivos

Endereços IP privados e públicos

Os endereços IP privados ou internos identificam os dispositivos de uma rede local. Isso significa que eles não podem ser usados na internet, pois foram reservados para aplicações locais. São, essencialmente, estes:

  • Classe A: 10.0.0.0 a 10.255.255.255
  • Classe B: 172.16.0.0 a 172.31.255.255
  • Classe C: 192.168.0.0 a 192.168.255.255

Imagine que você tenha que gerenciar uma rede com cerca de 50 câmeras.
Você pode destinar a elas endereços IP de 192.168.0.1 até 192.168.0.50, por exemplo. Mas todas elas precisam de acesso à internet. Devo então adicionar mais um IP para cada uma delas?

Não. Basta conectá-las a um roteador. este roteador recebe a conexão à internet e a compartilha com todos os dispositivos conectados a ele. Desta forma apenas o roteador precisará de um endereço IP externo, ou seja, ip público com acesso à internet.

IP fixo e IP dinâmico

O IP fixo (ou IP estático) é um endereço atribuído permanentemente a um dispositivo. Assim, esse equipamento vai sempre ter esse IP, mesmo que ele seja desconectado e volte à rede mais tarde. 

Já o IP dinâmico é um endereço atribuído a um dispositivo no momento de conexão à rede. Cada vez que houver uma nova conexão, o roteador ou o equipamento que controla a rede irá atribuir ao dispositivo qualquer IP que estiver disponível, ou seja, não reservará a ele um endereço exclusivo.

Para entender porque existem IPs dinâmicos imagine que uma empresa tem 200 computadores, mas nem todos ficam ligados em rede o tempo inteiro.

Usando IPs dinâmicos a empresa disponibiliza apenas 100 endereços IP. Como nenhum IP é fixo, um computador que acaba de ser ligado receberá um dos endereços IP que estiver livre entre os 100 existentes.

Quando a câmera está em uma rede com IP dinâmico, é necessário usar um serviço de DDNS para garantir que o endereço IP do roteador esteja sempre atualizado na configuração de conexão da Monuv.

IPv4 versus IPv6

O IPv4 é a quarta e mais difundida versão do protocolo IP. Com endereços no padrão 32 bits o IPV4 possui 4.294.967.296 endereços disponíveis.

Isso pode parecer muito, mas se pararmos para pensar até pouco tempo conectávamos notebooks ou desktops à rede. Hoje, conectamos também câmeras, smartphones, smartwatches, tablets, TVs e muito mais.

A tendência de crescimento do mercado de IoT (Internet of Things ou Internet das coisas) é enorme. Um estudo da Qualcomm estima que o mercado de IoT no Brasil deve chegar a 10% do PIB nos próximos anos.

Esse cenário em que tudo é conectado é maravilhoso, mas há um problema: o número de IPs disponíveis não dá conta de tantas conexões.

Como uma solução a esta limitação surgiu o IPv6 que utiliza endereços de padrão 128 bits, disponibilizando um total de 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços IP.

Esta diferença de valores entre o IPv4 e o IPv6 representa aproximadamente 79 octilhões de vezes a quantidade de endereços IPv6 em relação a endereços IPv4

Então, se o IPv6 corrige todos esses problemas, por que nós simplesmente não realizamos a troca dos padrões?

Infelizmente o esgotamento de endereços IPv4 não foi previsto anos atrás e a mudança ainda está em curso de forma lenta. 

Na realidade do mercado de CFTV ainda existe a questão de que os provedores entregam IPv6 dinâmico e a maioria dos equipamentos, mesmo sendo compatíveis com IPv6, não estão homologados em serviços de DDNS IPv6.

Portanto, apensar de ser uma solução promissora ainda estamos bem distantes de usar o IPv6 como o novo padrão de redes ip.

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